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Contracultura

John Lennon disse, no começo da década de 70, após o fim da revolução Hippie que, o sonho acabou.

O sonho nunca acaba. O que mantém a vida é o sonho, a esperança. Décadas atrás, jovens influenciados por intelectuais dissidentes, como Jack Kerouac e Allen Ginsberg, músicos rebeldes, dentre eles Janis Joplin e Jimi Hendrix, davam vida à sonhos e desejos, até então considerados utópicos e sem moral pela cultura vigente, e que deixavam a sociedade perplexa ante à coragem de seus pupilos revoltados.

Após o advento dos Beatniks, impulsionado principalmente pelo poema "Howl"(UIVO) de Allen Ginsberg, que marcou toda uma geração, o modo de pensar da juventude nunca mais seria o mesmo. Depois surgiram os Hippies, Yippies, Black-Powers, todos atrás de um único objetivo. Seus ideais.

O que mudou de lá pra ca? Hoje os sonhos são imagens idealizadas pela mídia, produtos pré-fabricados os quais, de certa forma, substituem os desejos reprimidos juvenis. Vivemos a era do culto à imagem. Desde cedo condicionados a consumir, à seguir os padrões impostos pela mídia, praticamente obrigados a se esconder atrás de máscaras moldadas de uma forma que a juventude permaneça sempre inerte, perdendo toda sua identidade, seguindo uma cultura (televisionária) obsoleta que não traz beneficio nenhum. Está certo, virou clichê este assunto, mas é a pura realidade, e essa talvez seja a única (pseudo)rebeldia da juventude atual, sempre colocando a culpa no sistema. Porém, essa atitude só mostra o quão é covarde esta geração. Ao invés de querer apontar o(s) culpado(s) por esta hipocrisia toda, devia-se lutar por verdadeiros ideais: liberdade; justiça; equidade...enfim. A juventude de hoje está corrompida, correndo atrás de sonhos(vãos) num mundo fictício, vendo no dinheiro a verdadeira felicidade, mesmo sabendo que tudo não passa de ilusão.

Temos tantos exemplos na história: Beats, hippies, Yippies, Black-Powers dentre tantos outros que, ao invés de permanecerem resignados esperando seus sonhos caírem do céu, se uniram e lutaram contra toda esta "hipocracia" e, de certa forma, venceram a batalha, subjugando o poder do estado através da Paz e do amor. Porém foi apenas uma batalha vencida, e a guerra continua. Hoje somos nós que estamos nas trincheiras; Nossas armas são nossas mentes; o problema é que estamos perdendo a guerra sem ao menos lutar, pelo fato de que grande parte de nossas armas não nos pertencem mais, e sim aos caprichos dos poderosos os quais as usam contra nós mesmos. Corromperam de tal forma a juventude, que esta está desnorteada, sendo subjugada sem ao menos saber de onde vem a rajada, esperando que o papai noel desça do seu trenó e os proteja com tênis e roupas de marca. Não! Absolutamente não é assim que iremos vencer, não é a imagem que nos fazem mais forte. Dinheiro não é sinônimo de poder. A atual cultura diz isso, mas é tudo mentira. O mundo é uma mentira. Não é possível que não tenhamos um pingo de orgulho e justiça em nossas mentes; definitivamente não acredito que esta geração esteja tão cega quanto parece. Vamos lutar. O sonho não acabou.

 

Aí vai um trecho do poema Uivo, de Allen Ginsberg:

"Eu vi os expoentes de minha geração destruídos pela loucura,

morrendo de fome, histéricos, nus,

arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca

de uma dose violenta de qualquer coisa"



- Postado por: Juninho às 05h29
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Andei lendo um pouco sobre jornalismo Gonzo e resolvi escrever um texto, baseado em outro que ja tinha escrito, porém seguindo o estilo de Hunter Thompson(criador do Gonzo jornalismo). Bom, não entendo nada de jornalismo, muito menos Gonzo, mas vou deixar aí pra vocês apreciarem.

Antes de mais nada vou tentar elucidar mais este estilo jornalistico.

O texto tem de ser um fato, ou seja, uma notícia, porém não é elaborado nos moldes jornalísticos padrões. é uma espécie de ficção utilizando noticias reais. Tem de ser em primeira pessoa; pode-se usar de sarcásmo, enfim.

 

A venda do Timão

Não acompanho muito o futebol, mas de vez em quando dou uma olhada no jornal pra ver as noticias sobre o glorioso Timão.

Estava eu folheando o jornal e me deparo com a nova contratação do Corinthians. Carlitos Tevez. Argentino! Pensei em Maradona. De começo não me CHEIROU bem, não só pela de sua nacionalidade, mas também pelo fato de que ao ver a cara – de cavalo - dele pensei que o timão, que ultimamente anda mal das pernas, tivesse se tornado um clube daquele esporte o qual se montam em quadrúpedes. Imaginei o Gil naquele estilo de Jóquei engomadinho o qual vejo, de quatro em quatro anos, nas olímpiadas. Seria lindo.

Outro assunto que me deixou intrigado foi o fato de, segundo me disseram, o Corinthians Ter, literalmente, se vendido para uma tal de MSI. Resolvi tirar essa história a limpo. Peguei o ônibus e desci em frente à sede do clube, na Rua São Jorge, número 777, no bairro do Tatuapé, zona leste de Sampa.

Fui bem recebido pelos dirigentes do clube, que estavam em horário de almoço. Me chamaram para bater uma larica. Aceitei. Estava, literalmente, morrendo de fome. Ao sentar à mesa, com o Dualibi e o resto da comissão, achei estranho outro fato. A comida era árabe. Isso mesmo. Kibe, esfiha, e outras iguarias que desconheço. Achei meio exótico aquilo tudo, não só pelo fato da comida, mas porque tinha, ao redor, vamos dizer assim, todo um "aparato" árabe. Alguns indivíduos com aquela roupa típica de muçulmanos. "Será que o Timão, de uma hora pra outra, se tornou uma mesquita maometana?", pensei. Todo aquele clima estava me deixando realmente intrigado. Faltou apenas o Alladin e o Gênio da lâmpada para completar a história. Não, não era a milésima segunda noite daquele famoso livro narrado por Sherazard. Aliás, era dia e não tinha nenhum sultão dando bobeira por ali.

Cheguei a pensar que aquilo era um ataque terrorista por parte de um daqueles grupos extremistas palestinos. Mas não. Não vivemos na terra dos ianques, os quais odiados pelo povo do oriente médio. Muito menos estamos na faixa de Gaza.

Argentinos, árabes...enfim. Depois de refletir sobre o fato, cheguei a outra conclusão esdrúxula: "Ah! só pode ser isso! O Timão se tornou sede da ONU."

Não podia estar sonhando. Eu sentia o cheiro do Kibe.

Aquilo não era pra mim. Resolvi ir embora e averiguar os fatos por outros meios.

De tanto investigar, cheguei a uma lamentável conclusão. O Glorioso Timão, realmente tinha sido vendido à um grupo internacional, liderado por um iraniano – sim, daí vem o kibe. E o argentino, Carlos Tevez, é um expoente do futebol dos hermanos, que assinou contrato com o Sport Club MSI Paulista.

Lamentável você torcer para um time e ver que ele não passa de uma vil meretriz que se vende por dinheiro. Realmente as coisas, de alguma forma fazem sentido. Meretriz, dinheiro, Kibe. Faz sentido para essa realidade-do-dinheiro.

O seu Jorge(leia-se São Jorge, padroeiro do time) resolveu afiar o outro lado de sua espada, e mostrar que espada que é espada corta dos dois lados. Abandonou seu cavalo(pelo menos não vou torcer para um time daquele esporte de equinos) e ir brincar com o fogo do dragão no lado obscuro da lua.

No fim das contas, acabei não provando da esfiha iraniana.



- Postado por: Juninho às 05h33
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Hipocrisia

Que vida vulgar, normal

Prefiro o pensamento suicida de outrora

Do que o conformismo de agora

Arraigado neste sistema hipócrita

 

Tenho asco da sociedade

Infames viventes sem ideal

Vômitos não digeridos na eternidade

Escarrados, ostentando a beleza, idolatrando o vil metal

 

Dissimulando o verdadeiro ser

Escondendo o que um dia belo foi nascer

Condenando o homem a perecer

 

Indignos de perdão

Hipócritas sem coração

Hei de perecer na vil omissão



- Postado por: Juninho às 23h02
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* :::JuNiNhO:::*


Viva a Contracultura